O Jornal Agora desse domingo (16/09) trouxe, como destaque cultural, a Banda Jokie. O repórter Ricardo Welbert fez uma matéria sobre a banda, falando um pouco sobre musicas e as dificuldades. Veja a reportagem a seguir ou no site do Jornal Agora. Clique na imagem para ampliar.
Banda local aposta no autoral
Pop rock dos anos 70 a 90 é a especialidade da Jokie; amigos ajudam na divulgação
Ricardo Welbert
Divinópolis é celeiro de grandes talentos musicais. Inúmeros são os compositores, cantores e instrumentistas que nasceram na cidade e se tornaram destaques na região, no Brasil e outros países. Uma das grandes promessas do momento é a banda Jokie. Formada há dois anos por amigos apaixonados por clássicos das décadas de 70 a 90, a dupla virou quarteto e investe em composições próprias para ganhar espaço e cair no gosto do público. Mesmo com as limitações impostas pela falta de dinheiro e incentivos do governo e empresários do setor de entretenimento, a banda não perde uma oportunidade de levar sua música ao público da região. Hoje, eles tocam de graça a partir das 14h na Praça da Matriz, em São Gonçalo do Pará, durante o Quarteirão do Rock.
Em 2010, os amigos Erik Rizzatto, hoje com 26 anos, e Diego Tavares, 28, resolveram rememorar as canções que marcaram seu início de juventude. O primeiro assumiu o vocal e o outro, a bateria. Eles já tinham certa experiência em outras bandas que não deram muito certo. A brincadeira foi ganhando corpo e a dupla convidou baixistas e guitarristas para testes. A formação atual inclui, além dos dois já citados, Rafael D'Eça (19 anos, guitarra) e Kelison Santos (25, baixo).
Conforme explica o vocalista Erik Rizzatto, o nome do grupo foi sugestão do baterista. O termo remete a Joke (o mesmo que piada, algo divertido). Para diferenciar, inseriram o 'i' e dispensaram todas as outras centenas de nomes nos quais haviam pensado.
Para confeccionar seu repertório, o grupo se deixa influenciar pelos ícones do Pearl Jam, Nirvana, Alanis Morissette, Cranberries, Skank, Jota Quest, Capital Inicial, entre outros grandes dos cenários nacional e internacional. 'Clichê', 'Sem rumo', 'Sonhos ao acaso', 'Me render' e 'Só os fracos dormem', músicas da própria Jokie, entram na programação de algumas emissoras de rádio na região e também ficam disponíveis para download nas várias páginas da banda na internet.
- Estamos com algumas novidades em fase de produção. 'Sonhos ao acaso', uma das novas, é composição minha e da amiga Isabella Santos - explica o vocalista.
Para fazer com que suas músicas cheguem a cada vez mais pessoas, a banda conta com a ajuda de amigos como a radialista Tatiana Santos, da cidade de Cláudio, que usa as redes sociais na internet para compartilhar links onde é possível escutar e baixar músicas e assistir ao primeiro videoclipe da Jokie, produzido por estudantes de Publicidade de Divinópolis.
- Desde que conheci a Jokie, ajudo na divulgação. Com isso, passei a ter mais contato com os integrantes. Faço isso porque gosto do trabalho deles e valorizo os artistas da região - diz Tatiana.
Quatro perguntas para ERIK RIZZATTO, vocalista
Temos feito, em média, oito shows por mês. Esse número varia de acordo com o período do ano. Atualmente, no entanto, estamos nos dedicando mais à produção das músicas novas, que ficarão prontas em breve.
Sua banda, que aposta em composições próprias, tem dois anos de estrada e nenhum CD lançado. Por quê?
É nosso grande sonho, mas ainda não conseguimos verba suficiente.
É nosso grande sonho, mas ainda não conseguimos verba suficiente.
Vocês registram suas músicas em órgãos oficiais do mercado, para garantir os direitos autorais e serem pagos quando elas forem executadas?
Sim. Todas as nossas músicas próprias são registradas. Aqui em Divinópolis, no entanto, isso é um grande desafio para os músicos, pois o procedimento é bastante enrolado. O registro de cada nova música custa R$ 42 e o certificado demora a sair. Os registradores são muito bons para cobrar o dinheiro deles, mas péssimos prestadores de serviços. Chegamos a ter carteira de músico, mas pagávamos anuidade e não tínhamos nenhum benefício. Tem muita coisa tensa nesse meio.
Sim. Todas as nossas músicas próprias são registradas. Aqui em Divinópolis, no entanto, isso é um grande desafio para os músicos, pois o procedimento é bastante enrolado. O registro de cada nova música custa R$ 42 e o certificado demora a sair. Os registradores são muito bons para cobrar o dinheiro deles, mas péssimos prestadores de serviços. Chegamos a ter carteira de músico, mas pagávamos anuidade e não tínhamos nenhum benefício. Tem muita coisa tensa nesse meio.
É extremamente monopolista. Uma verdadeira panelinha. Bandas que defendem a bandeira do rock não são valorizadas pelos produtores culturais. As casas de shows não valorizam músicas criadas na própria cidade, mas pagam bem a covers que não têm identidade própria e só sabem tocar músicas dos outros. A Jokie também faz cover, mas nosso foco comercial é o trabalho autoral. Queremos entrar nas casas de shows da região e ver o público cantando músicas criadas por nós, entende?
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